Mundo (2021)

Anuário Brasileiro de Proteção 2021

Cenário mundial

Ranking mundial traz dados sobre acidentes e mortes em 196 países

Todos os anos atualizamos os números que compõem o cenário laboral acidentário no mundo utilizando informações disponibilizadas no site da OIT (Organização Internacional do Trabalho). As estatísticas trazem acidentes e mortes em 196 países que enviam seus dados para a entidade, além de informarem também o número de trabalhadores e do PIB per capita. Desde 2005 esta realidade pode ser visualizada no site da Organização. Com estes dados o Anuário Brasileiro de Proteção calcula também os índices de acidentalidade e mortalidade para cada um dos países.

Os números abaixo identificam em cada país: quantidade de trabalhadores, população em geral, PIB per capita, total de acidentes de trabalho, total de acidentes a cada 100 mil trabalhadores, total de mortes e total de mortes a cada 100 mil trabalhadores. Destacamos ainda em cada uma destas informações (colunas), a posição (P) que o país ocupa em nível mundial com relação a cada item avaliado, o que auxilia no comparativo entre eles.

No caso das mortes por acidente de trabalho em números absolutos, o Brasil segue ocupando o terceiro lugar no ranking mundial, novamente atrás dos Estados Unidos e da China. Porém, se observarmos o número de mortes a cada 100 mil trabalhadores, a posição do Brasil em número de mortos por acidentes de trabalho cai para 51º lugar com 2,05 óbitos a cada 100 mil trabalhadores. Esta última informação, porém, difere do total de óbitos a cada 100 mil trabalhadores calculados pelo Anuário Brasileiro de Proteção com base nos números divulgados pelo AEPS 2019 que é de 5,0 trabalhadores mortos a cada 100 mil trabalhadores.

Nos acidentes de trabalho não fatais, em números absolutos, estamos em sexto lugar, atrás do México, Colômbia, França, Alemanha e Estados Unidos. Porém ao se calcular a taxa de acidentalidade para os acidentes de trabalho não fatais considerando o número total de acidentes a cada 100 mil trabalhadores, encontramos o Brasil na 49ª posição com 522,49 acidentados por 100 mil, depois da Guiana Francesa e Nova Zelândia. Contudo, este resultado também é bem diferente do total de acidentes a cada 100 mil trabalhadores calculados pelo Anuário Brasileiro de Proteção com base nos números divulgados pelo AEPS 2019 que indica 1.205 acidentes a cada 100 mil trabalhadores.

No que se refere aos números absolutos, importante observar que há muitas variáveis a serem consideradas ao se analisar as posições divulgadas. Assim, não necessariamente quer dizer que as condições de trabalho sejam precárias em todos os países que ocupam as primeiras posições, já que sua população trabalhadora poderá ser maior e desta forma, os acidentes também serão proporcionais a ela. Outro fator que contribui para a relativização dos números é que os dados podem ser mais fidedignos em determinados países, havendo, portanto, menos subnotificação do que em outros em que o sistema de notificação de acidentes não seja tão qualificado. Consequentemente, os números também serão maiores nos países que mais notificam seus acidentes.

TEMÁTICA DO ANO

Neste ano, a OIT definiu como tema do 28 de abril “Antecipar, preparar e responder a crises: investir agora em sistemas de SST resilientes ”. O relatório examina a prevenção e a gestão de riscos relacionados à pandemia e analisa outros riscos de SST associados às mudanças nos arranjos de trabalho decorrentes das medidas para controlar a disseminação do SARS Cov-2.

A OIT ressalta sobre a importância das organizações terem como foco estratégias para fortalecerem seus sistemas de SST de forma resiliente, a fim de enfrentarem as crises agora e no futuro, com base nas lições aprendidas no mundo do trabalho.

Adiada no ano passado por conta da pandemia, a sessão da 109ª edição da Conferência Internacional do Trabalho ocorreu neste ano, pela primeira vez de forma virtual, reunindo representantes governamentais, de empregadores e trabalhadores dos 187 Estados-membros da OIT, de 7 a 9 de junho. Com foco na reconstrução do mundo do trabalho em meio à pandemia, o evento foi dividido em etapas retomando os encontros de 25 de novembro até 11 de dezembro.

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