Sobe para 42 o número de barragens em Minas Gerais que estão em alerta

Fonte: G1

A Mina da Mutuca, da mineradora Vale, localizada em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, entrou no nível 1 de emergência. A Defesa Civil de Minas Gerais confirmou o alerta nesta quarta-feira (29).

Agora, Minas Gerais passa a ter 42 barragens em alertas que variam de de 1 a 3, quando há iminência de rompimento, segundo a Agência Nacional de Mineração.

O protocolo de nível 1 não requer a retirada de moradores das áreas de risco e nem o toque de sirenes. Ele significa estado de prontidão, indicando situação adversa na estrutura e controlável pela empresa.

Por causa disso, a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE), emitida em 31 de março de 2020, deixa de valer.

Segundo a mineradora, “a barragem de rejeitos foi construída com solo compactado, com um alteamento para jusante e não recebe mais rejeitos de mineração”.

Inspeções recentes não identificaram anomalias que possam comprometer a estrutura. As vistorias são feitas pelas próprias mineradoras.

Ainda de acordo com a Vale, “o acionamento do Nível 1 das barragens mencionadas neste comunicado não impacta o plano de produção de 2020″.

Veja quais são as barragens em alerta:

Nível 1

  • Mina da Mutuca, Noca Lima (Vale)
  • Vargem Grande, do Complexo Vargem Grande (Vale)
  • B, do Complexo Vargem Grande (Vale)
  • Marés II, do Complexo Fábrica (Vale)
  • Campo Grande, da Mina Alegria (Vale)
  • Maravilhas II, do Complexo Vargem Grande (Vale)
  • Sistema Pontal, do Complexo de Itabira (Vale)
  • Barragem VI, da Mina Córrego de Feijão (Vale)
  • Capim Branco, Mina Jangada, do Complexo Paraopeba (Vale)
  • Forquilha IV, do Complexo Fábrica (Vale)
  • Itabiruçu (Vale)
  • Santana (Vale)
  • B2 Auxiliar (Minérios Nacional)
  • Barragem B1/B4 (Mosaic Fertilizantes)
  • Barragem B1, Brumadinho (Empresa Mineração do Brasil S/A)
  • Laranjeira, São Gonçalo do Rio Abaixo (Vale)
  • Dique Auxiliar 5, Nova Lima (Vale)
  • Barragem da Peneirinha, Complexo Vargem Grande, Nova Lima (Vale)
  • Marés I, Belo Vale (Vale)
  • Xingu, Mariana (Vale)
  • Menezes II, Córrego do Feijão (Vale)
  • Borrachudo II, Itabira (Vale)
  • Taquaras, Mina Mar Azul, Nova Lima (Vale)
  • Dicão Leste, Mariana (Vale)
  • B1 – A Ipê, Brumadinho (Emicon)
  • Barragem II Mina Engenho, Rio Acima (massa falida Mundo Mineração)
  • Barragem Mina Engenho, Rio Acima (massa falida Mundo Mineração)
  • Dique B3 Ipê, Brumadinho (Emicon)
  • Dique B4 Ipê, Brumadinho (Emicon)
  • Área IX, Ouro Preto (Vale)
  • Baragem 6, Nova Lima (Vale)
  • Baragem 7A, Nova Lima (Vale)

Nível 2

  • Grupo, do Complexo Fábrica (Vale)
  • Doutor, da Mina Timbopeba (Vale)
  • Sul Inferior, da Mina Gongo Soco (Vale)
  • Capitão do Mato, da Mina Capitão do Mato (Vale)
  • Forquilha II, do Complexo Fábrica (Vale)
  • Mina de Serra Azul, Itatiaiuçu (ArcelorMittal)

Nível 3

  • Sul Superior, da Mina Gongo Soco (Vale)
  • B3/B4, da Mina Mar Azul (Vale)
  • Forquilha I, do Complexo Fábrica (Vale)
  • Forquilha III, do Complexo Fábrica (Vale)

Quatro barragens estão em nível 3, risco iminente de rompimento. De acordo com a Defesa Civil, três delas são da Vale e a quarta foi construída pela MBR S.A, mas que também é controlada pela Vale. Trata-se da B3/B4, no distrito de Macacos, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Parte da população do povoado teve que sair de casa às pressas no dia 17 de fevereiro. Até hoje as pessoas não retornaram.

As outras três barragens são as Forquilhas I e III, em Ouro Preto, e a Sul Superior, em Barão de Cocais, na Região de Central de Minas Gerais. Esta última provocou a retirada de 204 famílias de suas casas. Desde fevereiro, elas vivem de aluguel, hotéis ou com parentes.

Não há expectativa para que os moradores de Macacos, Itatiaiuçu e Barão de Cocais voltem para suas casas.

Interdição

As mineradoras devem entregar, duas vezes por ano, a declaração de estabilidade, que garante o nível de segurança. O documento é feito pela própria mineradora e precisa ser enviado à Agência Nacional de Mineração sempre em março e setembro de todo ano.

Na primeira verificação, a empresa pode escolher elaborar ela mesmo a declaração. Mas, na segunda verificação, a mineradora é obrigada a contratar consultoria externa para o trabalho.

Em outubro, a ANM interditou 54 barragens que não enviaram ou não atestaram a estabilidade até o dia 30 de setembro. Destas, 33 estão em Minas Gerais, sendo que 19, todas no estado mineiro estão em nível de emergência e continuam interditadas.

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