Prêmio Proteção Brasil 2019 – Melhor Case da Região Sul – Grupo Vibra Industrial

Vigilância ativa

Atuando na multiplicação genética de matrizes de aves e na produção e comercialização de carne de frango, o Grupo Vibra Industrial foi fundado em 1990. Percebendo a oportunidade de promover melhorias nos postos de trabalho das unidades do Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, implementou em 2015 um projeto voltado à prevenção de adoecimentos laborais e acidentes relacionados aos riscos ergonômicos. Adotando ferramentas para acompanhamento e solução das queixas dos trabalhadores, o Grupo também constituiu um Comitê de Ergonomia. Além de conquistar a distinção Ouro do Prêmio Proteção Brasil 2019 na categoria ‘Ergonomia’, a boa prática reduziu em cerca de 35% o número de afastamentos, economizando cerca de R$ 2.090.884,29 no âmbito do FAP (Fator Acidentário de Prevenção). As taxas de absenteísmo e turnover (rotatividade de funcionários) também caíram 22% e 35%, respectivamente.

No Grupo Vibra o Meio Ambiente e a Segurança e Saúde do Trabalho são itens prioritários. Comprometidos em prevenir a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais, desenvolveram em 2015 o ‘Projeto Vigilância Ativa – Prevenção e Determinação Precoce de Possíveis Problemas Ergonômicos e Melhoria de Qualidade de Vida no Trabalho’. Além dos benefícios implementados nos ambientes laborais, a boa prática rendeu a distinção Ouro na categoria ‘Ergonomia’ do Prêmio Proteção Brasil 2019 e também foi eleito o melhor case da Região Sul.

Fundado em 1990, o Grupo Vibra Industrial atua em dois segmentos diretamente ligados por sua cadeia produtiva: a multiplicação genética de matrizes de aves e a produção e comercialização de carne de frango. Com sede administrativa no Rio Grande do Sul e unidades no Paraná e Minas Gerais, a companhia ainda conta com um escritório de negócios em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, somando o total de 18 unidades de produção e negócios e aproximadamente 4,5 mil funcionários.

De acordo com o gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, Gerson Dalcin, a iniciativa foi criada a partir do entendimento de que a Ergonomia contribui no projeto e modificação dos ambientes de trabalho, maximizando a produção enquanto melhora as condições de saúde e bem-estar dos trabalhadores neste segmento que é destaque na economia brasileira. Também frente aos dados da Previdência Social que demostram a prevalência de doenças osteomusculares no setor. “Identificamos uma oportunidade competitiva em atuar em ergonomia com foco na antecipação ao risco. Por se tratar de doenças entende-se que atuar após que a mesma já se instalou é tardio”, relata Dalcin.
Desse modo, o projeto foi iniciado em 2015 em todas as unidades do Grupo Vibra com o objetivo de criar uma sistemática de gestão visando detectar, conhecer, pesquisar e analisar os fatores determinantes dos problemas de saúde, relacionando-os aos processos e ambientes de trabalho em seus

aspectos tecnológico, social e epidemiológico. Pensado para funcionar como um sistema de gestão nos moldes dos programas de qualidade funcionando em forma de PDCA (Plan – Do – Check – Act), o projeto Vigilância Ativa começou com a realização de uma Análise Ergonômica do Trabalho. Neste estudo foram avaliados nos postos de trabalho situações biomecânicas, antropométricas e organizacionais. Com os dados obtidos foi possível quantificar o risco de adoecimento e estimar o risco ergonômico de cada atividade.

Outra ferramenta adotada para identificação dos riscos ergonômicos foi a Ficha de Vigilância Ativa. Canal direto de comunicação entre os colaboradores e a área de SSMA, a ficha permite que os funcionários relatem situações de queixas oriundas de aspectos físicos do trabalho. “Ela é disponibilizada para todos os trabalhadores. Depois de preenchida, é encaminhada para o setor de Saúde Ocupacional para avaliação. Ao recebê-la, os prevencionistas do grupo iniciam as investigações das causas das queixas. Ela também vai para um banco de dados para fim de estudos epidemiológicos”, explica Dalcin.


Para elaborar estes estudos, o grupo utiliza o software EPI Info, desenvolvido pelo CDC (Centro para o Controle e Prevenção de Doenças) do governo norte-americano especialmente para epidemiologias. Além de ser gratuito e estar disponível on-line, ele permite o cadastro personalizado das informações passadas pelos colaboradores, gerando gráficos, tabelas e relatórios. “Esse sistema possibilita a realização de cálculos e frequência, por exemplo, mostrando o número de eventos selecionados, características ou ocorrências”, segundo o gerente de SSMA.

O Grupo Vibra também adota o programa Índice de Práticas Seguras e Sustentá-veis, que consiste em inspeções técnicas dos ambientes de trabalho, levantando questões comportamentais e de condições de trabalho.

MULTIDISCIPLINAR

Também no âmbito do projeto Vigilância Ativa foi constituído um Comitê de Ergonomia. Essa equipe é composta por profissionais da área de saúde, além de funcionários da produção, projeto, manutenção e áreas afins que têm interface com a área de Ergonomia. Todos eles receberam treinamento específico e ferramentas ergonômicas que podem ser adotadas visando a saúde do trabalhador. “O comitê atua no estudo sobre as questões ergonômicas envolvidas nos postos de trabalho com maior incidência de queixas ou absenteísmo em virtude de problemas osteomusculares, buscando possíveis soluções para minimizar ou eliminar as situações ou comportamentos geradores ou causais”, afirma Dalcin, destacando a importância de uma equipe multidisciplinar na construção de soluções para esses tipos de demandas.

Mensalmente o Comitê de Ergonomia se reúne junto à gestão da empresa, corpo técnico e representante dos trabalhadores na reunião chamada de ‘Panorama Epidemiológico’ para discutir dados e boas práticas desenvolvidas e implementadas.

Dentre os resultados obtidos com o maior investimento em Ergonomia, o gerente de SSMA cita a redução de cerca de 35% no nú-mero de afastamentos do trabalho, o que gerou mudança de arrecadação do FAP (Fator Acidentário de Prevenção). Devido a isso, até o final de 2019, a projeção do grupo demonstra uma economia de R$ 2.090.884,29. As taxas de absenteísmo e turnover (rotatividade de funcionários) também caíram 22% e 35%, respectivamente.

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