Prêmio Proteção Brasil 2019 – Melhor Case da Região Nordeste – Consórcio BRT Salvador

Auxílio da tecnologia traz mais eficiência

Uma ideia simples provocou impactos positivos no Consórcio BRT Salvador da construtora Camargo Corrêa, inspirando o compartilhamento do case ‘Uso do QR Code na gestão de treinamento’. Em funcionamento desde janeiro de 2019, a ferramenta tecnológica levou a companhia a conquistar, não apenas a distinção Bronze na categoria ‘Formação e Comunicação em SST’, como também a primeira colocação entre os trabalhos da Região Nordeste. 

A boa prática surgiu da necessidade de controlar ativamente a validade dos treinamentos dos profissionais em tempo real com maior eficiência e agilidade, e ainda das vantagens obtidas com a eliminação da confecção de crachás avulsos impressos em papel e plastificados. Anteriormente, os crachás eram produzidos ao final de cada curso, aula ou workshop realizado pelos trabalhadores, para garantir que apenas pessoas autorizadas e devidamente capacitadas adentrassem áreas restritas na obra. Assim, mesmo treinado, o colaborador precisava esperar cerca de 48 horas para que seu crachá ficasse pronto e pudesse acessar esses locais. “Os profissionais realizavam os treinamentos e, posteriormente, as listas de assinaturas eram enviadas para o departamento de Recursos Humanos. Daí se iniciava o processo de confecção dos crachás, com um tempo elevado para finalizar os procedimentos”, recorda o engenheiro de segurança Samuel Lima.

Além do prejuízo com as horas de trabalho perdidas, a empresa observou que a dinâmica dificultava que os profissionais de Segurança do Trabalho confirmassem os treinamentos de seus colegas antes que adentrassem os locais de trabalho, em auditorias e/ou fiscalizações de rotina, prejudicando os requisitos para garantir a segurança dos colaboradores. Por vezes, era necessário que o trabalhador permanecesse com diversos crachás, cada um correspondente a uma capacitação concluída.

SOLUÇÃO

Buscando soluções para mudar esse cenário, os setores de Engenharia de Segurança do Trabalho, recursos humanos e tecnologia da informação se uniram para escolher uma opção sustentável na substituição dos crachás plastificados: novos crachás permanentes portando um QR Code para cada colaborador. A tecnologia consiste em códigos bidimensionais capazes de armazenar uma quantidade maciça de informações e atualizações e conduzir o usuário para um endereço na web. Comum em anúncios publicitários e outros materiais de divulgação, o QR Code foi adaptado para que, ao tirar uma foto da imagem com um celular, funcionários do Consórcio BRT Salvador sejam direcionados a uma página que contém todos os dados pessoais e sobre os treinamentos concluídos.

Após um período de análise e testes, o novo sistema foi implantado com sucesso. Desde então, os trabalhadores precisam esperar somente uma hora depois de concluir um treinamento para que as informações sejam atualizadas e possam adentrar seu local de trabalho com segurança. Esse é o tempo necessário para que a lista de presença seja digitalizada num banco de dados digital, que altera o status das capacitações de forma automática. 

“Verifica-se agilidade, assertividade e confiabilidade na gestão de treinamentos, bem como redução do tempo gasto para realizar todos os processos, ao contrário da sistemática anterior, que era demorada e ineficiente”, avalia Lima. O profissional cita como saldo positivo o maior controle na programação de retreinamentos e reciclagens, eficiência na fiscalização dos treinamentos em campo ou frentes de serviços e economia financeira com material e mão de obra. Para se ter uma ideia do impacto, em 2018, a obra emitiu 920 crachás ao custo de R$ 4.140. Com o novo sistema implantado, de janeiro a abril de 2019, 510 crachás foram contabilizados, ao custo de R$ 765. Além da redução nos gastos com a emissão, impressão e plastificação de crachás, o sistema permitiu a otimização e realização de um número maior de treinamentos. Apenas nos quatro meses de implantação do QR Code, foram realizados mais da metade do total de treinamentos concluídos durante todo o ano de 2018, mas os custos não chegaram a 18% em relação ao ano anterior.

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