Prêmio Proteção Brasil 2019 – Melhor Case da Região Centro-Oeste – Eldorado Brasil Celulose

Segurança no transporte de madeira

A redução do número de acidentes no transporte de madeira, a manutenção da frota nova e revisada, o aumento da produtividade e o alinhamento das empresas parceiras às propostas de Segurança e Saúde do Trabalho são motivos de comemoração na Eldorado Brasil Celulose. A empresa conquistou o título de melhor case da Região Centro-Oeste e a Prata na categoria ‘Gestão de Terceirizados em SST’ do Prêmio Proteção Brasil 2019 com o projeto ‘Gestão de Parceria para Crescimento Forte’. “A estratégia utilizada nos trouxe ótimos resultados em gestão de recursos humanos e materiais, especialmente quanto à segurança, que mostrou importante redução nas taxas de frequência e gravidade de acidentes”, ressalta o engenheiro de Segurança do Trabalho da empresa Milton Luiz Favero Júnior.

Inaugurada em 2012, a Eldorado Brasil tem como principais produtos e serviços a produção e a venda de celulose branqueada de eucalipto e exporta para países da América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. A fábrica da companhia, localizada em Três Lagoas/MS, superou a marca de 1,7 milhão de toneladas produzidas ao ano. Para dar suporte à robusta operação, a empresa conta com o trabalho de mais de 4 mil pessoas. As operações de logística florestal de transporte intermunicipal, interestadual e internacional de madeira iniciaram-se em 2012 com caminhões terceirizados. Em 2013, começou o processo de primarização. Hoje, são 70 caminhões próprios e 181 de terceirizadas.

“Quando se trata da administração de empresas terceirizadas, existem diversas características que abrangem um contrato, como questões previdenciárias, trabalhistas, tributárias, requisitos técnicos, de Segurança do Trabalho e ambiental, que, por sua vez, exigem das empresas contratadas uma gestão efetiva de controle para desempenho adequado”, observa Milton. Nesse contexto, em 2015, a Gerência do Transporte de Madeira da Eldorado Brasil identificou a necessidade de definir, junto com as transportadoras, estratégias que possibilitassem aumento de produtividade focadas na prevenção de acidentes, pois os indicadores eram alarmantes no que se referia à segurança na operação.

O engenheiro relata que muitos desses acidentes estavam relacionados à falta de gestão de segurança das empresas terceirizadas. Diante desse contexto, no final de 2015, foi proposta uma reformulação da área. O primeiro passo foi a identificação das falhas e causas que estavam levando ao grande número de acidentes. No início de 2016, a área de SST da empresa, junto com a área operacional do Transporte de Madeira, iniciou o processo de mudança para todas as empresas que atuavam na operação de transporte, que, no período, abrangiam 45 transportadoras e mais de 600 motoristas. Foi criado, então, o plano estratégico baseado no fluxograma Análise de Processo e Análise de Fenômeno. Também foi necessária a criação de um novo contrato para adequar juridicamente cada mudança proposta.

MAPEAMENTO

Os próximos passos foram padronizar os procedimentos de SST, com a criação do Manual de Qualificação em Saúde e Segurança do Trabalho para Parceiros, e, então, capacitar os trabalhadores. Antes do início das operações de transporte, passou a ser feito o mapeamento de risco pela equipe operacional juntamente com a área de SST, com as definições dos trajetos a serem percorridos, bem como a identificação dos pontos de riscos de acidentes e das medidas a serem tomadas.

Também entre as ações implementadas, consta a NS (Notificação de Segurança), para registro documental às empresas sobre a conduta de seus motoristas. Trata-se da principal ferramenta para avaliação dos itens de segurança no IVC (Índice de Verificação Contratual) e importante recurso de avaliação operacional e de segurança dos parceiros. Também foi desenvolvido um guia de bolso e uma sistemática para desestimular o sono. Outro fator causador dos acidentes identificado que vem sendo combatido por meio de técnicas específicas é a distração.

Por sua vez, o Pit Stop, inspeção veicular feita por empresa e profissional qualificados logo na saída da balança da fábrica e antes do início de um novo carregamento, surgiu da necessidade de avaliar os implementos utilizados na operação do transporte de madeira e de detectar possíveis condições perigosas e métodos inadequados de trabalho. Outra ação periódica importante é a Route 66, voltada à vistoria geral nos veículos e nos EPIs dos motoristas.

“Todo o processo de gestão estratégica para parceiros trouxe, ano a ano, resultados positivos e aprendizados entre as transportadoras parceiras e o Transporte de Madeira, tornando-se referência para outros setores da empresa”, ressalta Milton. Do ponto de vista dos acidentes de trabalho, os números também são animadores: do início das ações até o momento, há redução superior a 94% na taxa de acidentes por metro cúbico de madeira transportado por terceiros, com zero fatalidade e zero afastamento.

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