sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Câncer de próstata pode ser detectado e tratado com antecedência pela medicina ocupacional

Fonte: OnCare Saúde

Mais uma vez a campanha Novembro Azul chegou para conscientizar as pessoas (homens e seus familiares) sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de próstata, tipo tumoral que mais faz vítimas no Brasil.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no país, há uma estimativa de 65.840 casos novos de câncer de próstata para cada ano do triênio 2020-2022. Esse valor corresponde a um risco estimado de 62,95 casos novos a cada 100 mil homens.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata ocupa a primeira posição no país em todas as regiões brasileiras, com um risco estimado de 72,35/100 mil na Região Nordeste; de 65,29/100 mil na Região Centro-Oeste; de 63,94/100 mil na Região Sudeste; de 62,00/100 mil na Região Sul; e de 29,39/100 mil na Região Norte. 

A estimativa mundial aponta o câncer de próstata como o segundo mais frequente em homens no mundo. Foram estimados 1.280 mil casos novos, o equivalente a 7,1% de todos os valores de cânceres considerados. Esse valor corresponde a um risco estimado de 33,1/100 mil. As maiores taxas de incidência de câncer de próstata encontram-se na Austrália e Nova Zelândia e nos países europeus (Norte e Leste). Enquanto nos países como Reino Unido, Japão, Costa Rica e Tailândia ainda se observa a influência do teste do exame de sangue do PSA, na tendência das taxas de incidência do câncer de próstata. Nos Estados Unidos, verifica-se um declínio, a partir dos anos 2000, em virtude da redução do rastreamento na triagem do exame de PSA. Nos anos de 2011 a 2015, a taxa diminuiu em torno de 7% ao ano.

Mas por que a medicina ocupacional pode ter papel fundamental na prevenção, detecção e tratamento do câncer de próstata?

O médico, gestor em saúde e diretor da OnCare Saúde Ricardo Pacheco explica: “Ao contrário da mulher que sempre é mais atenta à sua saúde, o homem não tem uma regularidade de ida ao médico, principalmente para ações preventivas. Por isso o monitoramento da saúde, a partir do local de trabalho, pode fazer a diferença na detecção precoce do câncer de próstata, por exemplo”, afirma o também presidente da Associação Brasileira de Empresa de Saúde e Segurança no Trabalho (ABRESST).

Para o especialista, muitas vezes o único contato que o trabalhador tem com um médico é no ambiente ocupacional. “Por isso é importante que as empresas contem com um serviço de saúde especializado, que cuide da gestão da saúde de seus trabalhadores, promovendo campanhas de conscientização e ações periódicas de conscientização”.

Todos ganham com a prevenção

As campanhas de conscientização precisam sair da esfera social e entrar no ambiente laboral, onde é possível incentivar e engajar os colaboradores a voltarem sua atenção para a prevenção e tratamento dessa doença que, como dito, tem um risco estimado de 62,95 casos novos a cada 100 mil homens.

Para Ricardo Pacheco, a conscientização precisa ser maior que o tabu que cerca a realização de exames. “Nesse sentido a gestão da saúde do trabalhador, efetuada de forma inteligente, informativa e assertiva, pode fazer uma enorme diferença na adesão do homem à causa, seja na realização de consultas, exames e na quebra de paradigmas culturais que o acompanham pela vida toda. As campanhas de saúde focadas são extremamente eficientes para o engajamento do trabalhador e para acabar com o preconceito envolvendo os procedimentos do exame”, informa o médico.

Segundo o gestor e diretor da OnCare Saúde, a falta de informação é uma das grandes barreiras que intimida muitos homens à prevenção e, consequentemente, ao diagnóstico precoce da doença. “Ter uma comunicação direta previne o avanço da doença e salva vidas, pois faz com que o trabalhador acesse os exames preventivos. Vale alertar que o câncer de próstata na sua fase inicial não apresenta nenhum sintoma e por isso, quando diagnosticado, em 9 5% dos casos a doença já está em estágio muito avançado. Essa é a importância do monitoramento, mesmo que seja por meio das empresas”, enfatiza Ricardo Pacheco.

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