Mercado de equipamentos de proteção cresce outra vez

Disponível para acesso no site da Animaseg (Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho), o `Indicadores do Mercado Brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual 2019’ aponta um acréscimo superior a 1% na variação anual do mercado nacional de EPIs, passando de US$ 1,18 bilhão em 2017 para US$ 1,194 bilhão em 2018. É o segundo ano consecutivo de reação positiva do mercado, pois, em 2017, houve aumento de 12% após as variações negativas registradas em 2015 (-37%) e 2016 (-9%).

Conforme o diretor executivo da Animaseg, Raul Casanova Júnior, o setor é muito dependente da evolução da economia como um todo e os números refletem a melhoria gradativa da economia nacional. A expectativa é otimista. “Passamos alguns anos de recessão no Brasil, e os primeiros afetados pela retração do mercado e o consequente aumento do desemprego foram os EPIs. A impressão é de que agora vai continuar a tendência de aumento dos últimos dois anos”, prevê.

Também segundo os dados da publicação, pelo terceiro ano consecutivo, as vestimentas de segurança estão na liderança das vendas internas, com 28,8%. Na sequência, vêm calçados de segurança (21%), luvas hospitalares (18,7%), luvas de segurança (13,6%), equipamentos contra quedas (3,7%), proteção respiratória (2,7%), face/olhos (2,7%), capacetes de segurança (1,9%), cremes protetores (1,5%), proteção auditiva (1%) e outros (5,3%).

Dados do mercado nacional
Fonte: Animaseg

EXPORTAÇÃO

Já nas exportações brasileiras de EPIs, a variação é diferente. Depois das quedas registradas em 2015 (-8%) e 2016 (-4), as vendas voltaram a crescer em 2017 (9%), mas caíram novamente em 2018, passando de US$ 40,49 bilhões para US$ 38,38 bilhões (-5%). Os dados estão relacionados à conjuntura econômica segundo Raul. Ele observa, no entanto, que as empresas associadas que participam do projeto de exportação da Animaseg, o Brazilian Safety, apoiado pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), obtiveram resultados positivos. E o País também se manteve na quinta colocação como exportador do segmento. Em primeiro lugar, estão Estados Unidos/Canadá (34%), seguidos de Europa (26%), Ásia/Pacífico (24%), Oriente Médio e África (6%) e América Latina/sem Brasil (5%).

Os valores do período de 2015 a 2018 são estimados porque se baseiam nos NCMs (Nomenclatura Comum do Mercosul), que podem englobar outros produtos além dos EPIs
Fonte: Animaseg

O objetivo do Indicadores é servir de referência para que as empresas possam traçar suas estratégias comerciais. Elaborada a partir de consulta feita com as empresas associadas à Animaseg, que representam 80% do mercado brasileiro de equipamentos de segurança, a publicação é distribuída gratuitamente desde 2003. Na edição 2017, passou a ser anual em vez de bianual. Está dividida em seis partes: dados brasileiros; mercado brasileiro (com as normas técnicas exigidas); mercado global (em regiões econômicas); exportação anual do setor; acidentes de trabalho no Brasil; e empresas associadas. Acesse o material na íntegra pelo site https://bit.ly/398egik.

Artigos relacionados

Animaseg quer criar frente parlamentar no Congresso Nacional

A pandemia trouxe muitos desafios para o Brasil e para o mundo. Entre eles, principalmente quando os casos de Covid-19 começaram a...

Projeto cria direitos para entregadores de aplicativos

Fonte: Agência Câmara de Notícias O Projeto de Lei 3577/20, do deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), cria direitos para os...

ENSP/Fiocruz prestará assistência aos trabalhadores expostos ao amianto

Fonte: Tatiane Vargas / Informe ENSP A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), por intermédio do Centro...

Revisão das Normas Regulamentadoras pode desacelerar

Por Raira Cardoso/Jornalista da Revista Proteção A última reunião da CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente) ocorreu por meio de...