quinta-feira, 07 de julho de 2022

Anuário Estatístico Abracopel aponta queda em acidentes com energia elétrica

Por Martina Wartchow/Jornalista da Revista Proteção

O Anuário Estatístico Abracopel 2021 (Ano-base 2020), lançado em evento on-line no dia 19 de março (https://www.youtube.com/watch?v=qcJ-Rgkf2yU), mostra uma queda de 8,97% nos acidentes de origem elétrica em relação ao ano de 2019. Conforme os dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade, foram 1.502 acidentes no ano que passou contra 1.650 no ano anterior. Já o número de mortes teve uma queda de 6,94%, passando de 821 para 764.

Tais recuos são atribuídos, em parte, à pandemia da Covid-19, que reduziu as atividades. “Mas ainda é uma redução pouco significativa se olharmos os detalhes de cada acidente”, afirma o diretor executivo da entidade, Edson Martinho. Segundo ele, medidas simples, urgentes e de baixo custo, aliadas à mudança de cultura, vão, certamente, reduzir os acidentes de natureza elétrica.

Entre essas medidas, lista o uso de normas técnicas ABNT NBR 5410 (Instalações elétricas de baixa tensão) e 5419 (Proteção contra descargas atmosféricas) como parâmetros de projeto, execução e verificação de instalações elétricas; difusão de boas práticas e princípios básicos de controle dos riscos elétricos; padronização de procedimentos e métodos seguros para trabalho com eletricidade, sempre após análise criteriosa dos riscos; ampliação da divulgação junto a escolas, comunidades, associações de bairros, entre outros; e reforço da fiscalização de normas e regulamentos.

DETALHES

Do total de acidentes de origem elétrica registrados na atual edição do Anuário, 853 são por choques elétricos (56,79%), com 691 vítimas fatais (90,44%); 583 por incêndios por sobrecarga (38,81%), com 26 mortes (3,4%); e 66 por descarga atmosférica (4,39%), com 47 mortes (6,15%). Dos acidentes fatais, foram registrados 294 no Nordeste, 121 no Sudeste, 104 no Sul, 97 no Norte e 75 no Centro-Oeste.

Já os principais tipos de edificações ou logradouros em que essas mortes aconteceram são: rede aérea de distribuição (237); residência unifamiliar/casa (159); área rural (48); comércio/grande ou pequeno porte (38); residência unifamiliar/sítio, fazenda (35); rios/lagos/açudes (33); poste – área urbana/poste (28); área urbana (25); indústria (24); construção civil/acidentes internos (21).

Entre as profissões/ocupações que concentram o maior número de vítimas fatais, encontram-se: não especificado (160); estudante (91); agricultor (80); pedreiro/ajudante (58); eletricista autônomo/técnico (44); dona de casa (38); operário/funcionário (34); aposentado (26); ladrão de cabos/curioso/gambiarra (25); instalador de TV a cabo/telefonia (21); eletricista profissional (20); outras profissões (18); motorista de caminhão/ônibus (17); e pintor/ajudante (14). A principal faixa etária atingida é a mais produtiva, entre 21 e 50 anos de idade, com quase 70% das mortes.

As principais causas de mortes em acidentes de origem elétrica incluem: eletrodoméstico/eletroeletrônico (45); fio partido ou sem isolamento (43); bomba d’água (22); carregador de celular (18); máquina com fuga de corrente (17); manutenção caseira (telhado, antena, ar-condicionado, etc); extensão, benjamim, tomadas, etc (15); cerca energizada (13); outras (13); e cortador de grama/lavadora de alta pressão (5). Acesse o Anuário Abracopel na íntegra: https://bit.ly/31anU1T.

Confira abaixo o vídeo do lançamento do Anuário Estatístico Abracopel 2021:

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