quarta-feira, 29 de junho de 2022

Entrevista – Uma entusiasta da ergonomia – Ed. 363

Por Marla Cardoso/Jornalista da Revista Proteção

Educadora e ergonomista reflete sobre o novo texto da NR 17 e os caminhos para colocar a norma em prática

Ainda na faculdade, na disciplina de Fisioterapia Preventiva, há cerca de 20 anos,  Fabiana Raulino da Silva teve, pela primeira vez, contato com a ergonomia. Nas aulas, recorda ter estudado sobre as questões do trabalho que poderiam levar ao adoecimento. Foi o suficiente para despertar na estudante paulistana a visão prevencionista. “Passei a me perguntar porque esperamos o absenteísmo, a incidência de uma doença, ou um acidente, se podemos antecipar, mapear e treinar o  nosso olhar para deixar os ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis?”, lembra.

A paixão de Fabiana pelo tema fez com que ela se tornasse monitora da disciplina até concluir a graduação em 2004. E não parou mais de estudar ergonomia. Depois de formada, foi aos EUA para conhecer a área, se especializou em Ergonomia da Atividade pela USP e concluiu mestrado em Engenharia de Produção. Trabalhou em consultorias, atendeu empresas e descobriu também o amor pela docência. Tornou-se professora de Ergonomia e de SST em diversas instituições pelo país.

Hoje, aos 39 anos, Fabiana diz ter orgulho em conciliar a academia com o mercado e segue mantendo essa rotina, seja através da consultoria ou das aulas que ministra. “Amo a educação e acredito no desenvolvimento de estratégias criativas para engajar os trabalhadores a terem uma real cultura prevencionista”, detalha.

A ergonomista integra a equipe de professores do Programa de Aperfeiçoamento em Ergonomia para Profissionais de SST recém lançado pela Universidade Proteção.

Qual sua opinião sobre a NR 17 recentemente publicada?

Certamente essa versão traz avanços e corrige alguns pontos que já estavam sendo sinalizados no Manual de Aplicação da NR 17 publicado em 2002. A nova redação se comunica de uma forma mais clara e introduz pontos importantes para a atualidade, como a integração com a nova NR 1 e o GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais) , a inclusão da AEP (Avaliação Ergonômica Preliminar) e, especialmente, colocando a AET (Análise Ergonômica do Trabalho) em seu real papel de estudo aprofundado, quando houver uma demanda, e não obrigatoriedade generalizada, o que produzia documentos rotineiros, protocolares e reducionistas que, em sua maioria, nada ajudaram a transformar as situações de trabalho. Percebi uma verdadeira maturidade, embora ainda existam pontos que foram deixados de fora e são urgentes na atualidade, como os riscos pertinentes à ergonomia cognitiva e os fatores de ordem psicossocial. 

Confira a entrevista completa na edição de março da Revista Proteção.


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