quarta-feira, 25 de maio de 2022

Entrevista –  Persistir e melhorar sempre – Ed. 365

Por Daniela Bossle / Editora e Jornalista da Revista Proteção

Auditor Fiscal do Trabalho fala sobre o atual momento de ajuste das NRs sob o olhar da fiscalização

Para quem entrou na carreira de Auditor Fiscal do Trabalho em 2007, o engenheiro eletricista e de Segurança do Trabalho, Rodrigo Vieira Vaz, já coleciona experiências de valor junto à Fiscalização do Trabalho. Além de suas atividades como AFT hoje na Gerência de São Carlos/SP e em Dourados/MS (quando ingressou na carreira), o paulistano atuou dois anos em Brasília na Secretaria de Inspeção do Trabalho. Sua experiência na SIT contribuiu para uma visão mais madura sobre a fiscalização, dos projetos e o trabalho de revisão das Normas Regulamentadoras que vem sendo feito.

Vaz traz a sua percepção sobre o momento atual de implementação e regulação da nova NR 1 nas empresas e os principais problemas identificados; de como funciona o processo de fiscalização; da recente criação de Grupo de Trabalho Tripartite para acompanhar a efetivação das demais NRs revisadas (5, 7, 9 e 17). Na parte de normatização ele, que coordena o GTT de revisão da NR 10 (Segurança em Instalações Elétricas e Serviços em Eletricidade), têm novidades.

O engenheiro ainda fala do Projeto Estadual de Análise de Acidentes e Doenças do Trabalho de São Paulo e do Projeto Ação Especial Setorial de Fiscalização do Setor Elétrico e de Telecomunicações no Estado de São Paulo, sob sua supervisão e que têm já desdobramentos junto ao setor de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica deste Estado.

Você vem participando ativamente da elaboração e agora da implementação da NR 1. Como está a qualidade dos PGRs que estão sendo entregues para a auditoria? 

As empresas ainda estão com muita dificuldade no entendimento e na aplicação do GRO e da ferramenta que o PGR apresenta para a SST. Dentro dos nossos processos de auditoria fiscal observamos que muitos documentos do PGR são simples transformações, ou melhor, cópias fiéis do antigo e revogado PPRA. Isso demonstra que ainda não ocorreu a mudança de cultura para o Gerenciamento de Risco, mantendo-se apenas a preocupação de atendimento documental em SST. Observamos que as empresas não estão identificando todos os perigos ocupacionais existentes em seus ambientes de trabalho deixando de identificar, por exemplo, os riscos ergonômicos, somando-se ainda os perigos relacionados aos eventos perigosos, ou como estão sendo chamados: acidentes ou riscos mecânicos. Outro problema grave é não atender aos critérios de probabilidade e de severidade para a correta avaliação do risco ocupacional, pois estão usando equivocadamente a frequência de exposição ao invés dos critérios normativos de probabilidade. Outra questão identificada é o Plano de Ação não conectado aos perigos e riscos ocupacionais. Ou seja, estão estabelecendo medidas de prevenção gerais, sem saber o porquê estão tomando tais ações.

Confira a entrevista completa na edição de maio da Revista Proteção.


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