Entrevista: Atuação certeira – Ed. 340

Por Daniela Bossle/Jornalista e Editora da Revista Proteção

Médico do Trabalho reforça que conhecer as reais necessidades de saúde dos trabalhadores é o primeiro passo

O médico Fernando Akio Mariya, 45 anos, formado pela Unifesp, Escola Paulista de Medicina, especialista em Medicina do Trabalho pela USP, com título de especialista pela Anamt/AMB fala nesta entrevista sobre o importante papel do médico do Trabalho nas empresas. O momento é oportuno, tanto em função das mudança das normas regulamentadoras como também por suas recomendações sobre a conduta mais adequada dos profissionais de Saúde Ocupacional diante do aumento das doenças epidêmicas.

Residindo em São Paulo e atuando na área há 20 anos, ele trabalhou como médico do Trabalho coordenador em diferentes setores, especialmente em bancos, restaurantes, construção civil, operadoras de saúde, consultorias e indústria química. Na área associativa foi diretor administrativo adjunto da Anamt na gestão 2016-2019 e está desde 2012 atuando como professor coordenador do módulo de Epidemiologia do curso de pós-graduação em Medicina do Trabalho da USP e como gerente médico da Procter & Gamble (P&G), onde trabalha há cinco anos.

Fernando destaca que o médico do Trabalho deve ir muito além do que a norma prescreve, conhecendo de perto a população de trabalhadores que está sob seus cuidados. Sobre as doenças epidêmicas e até pandêmicas como é o caso do Coronavírus, ele também aponta sobre como deve ser a postura dos profissionais e das empresas antecipando-se aos problemas e enfrentando-os quando for necessário.

Qual o papel do médico do Trabalho hoje nas empresas? O senhor vê necessidade de mudanças no modo de atuação destes profissionais?

Para se destacar, o médico do Trabalho deve ir além das NRs. Cumprir o que dizem as NRs é o mínimo que se espera do profissional. Atualmente, os trabalhadores e as empresas esperam que o profissional faça a diferença no pensamento do ganha-ganha. Trabalhadores saudáveis têm melhor performance e a empresa ganha em produtividade. O médico do Trabalho deve identificar as oportunidades e desenvolver seu plano de ação de acordo com a necessidade de saúde dos trabalhadores. Não adianta implantar programas de prateleira. É necessário conhecer a população para que, com a participação deles, os programas de saúde sejam desenvolvidos e se garanta o engajamento. Dessa forma, o resultado não é somente financeiro, mas também de valor do cuidado, pois os trabalhadores passam a entender o papel do profissional.

Confira a reportagem completa na edição de abril da Revista Proteção.


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