quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Prêmio Proteção Brasil 2018 – Cases Trabalho em Altura

HYUNDAI MOTOR BRASIL

Rompendo barreiras

A grande quantidade de acidentes e mortes causadas por quedas levou o Ministério do Trabalho a criar uma Norma Regulamentadora específica para o Trabalho em Altura: a NR 35. Com um conceito inovador, a legislação tem inspirado progressos e redução de acidentes, salientando que as atividades acima de dois metros do nível inferior só devem ser realizadas quando não houver uma alternativa mais segura.

O case premiado com a distinção Ouro em 2018, `Altura sem Fronteiras’, da Hyundai Motor Brasil, de Piracicaba/SP focou esta recomendação, eliminando a necessidade de trabalho em altura em diversas situações e compartilhando conhecimento com entidades parceiras. Quando as atividades em altura não puderam ser evitadas, houve investimento em medidas de proteção coletiva e individual, reforço na manutenção e treinamento dos colaboradores, resultando em zero quedas após a adoção das boas práticas.

A realização de um levantamento e inventário sobre as principais situações de risco dentro da empresa levou a planta da Hyundai Motor Brasil, de Piracicaba/SP, a eleger o trabalho em altura como tema para a realização de melhorias em 2017 e 2018. Este é o segundo ano em que a companhia participa do Prêmio Proteção Brasil na categoria, e o empenho da equipe de Segurança do Trabalho levou a empresa a ser contemplada nas duas últimas edições da premiação.

Enquanto o foco em 2017 foi o desenvolvimento de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) que conferissem maior conforto e menor risco aos trabalhadores, como cinto de segurança, e mecanismos de proteção coletiva para atividades internas da fábrica, este ano, as ações se expandiram, chegando a áreas externas e até a outras organizações.

“Determinamos algumas prioridades, e a maior foi o trabalho em altura. Fizemos um inventário e pontuamos todas as situações de risco existentes dentro da empresa. Lógico que, humanamente, é impossível resolver tudo. Então, priorizamos as piores situações, e posso dizer que, este ano, 90% do nosso processo de trabalho foi referente à altura. Foi fruto de todo o envolvimento e conhecimento que adquirimos nos últimos anos”, contou Francisco Antônio Mergulhão, especialista em Segurança do Trabalho na Hyundai Motor Brasil.

Junto aos colegas do Departamento de EHS (Meio Ambiente, Saúde e Segurança) da fábrica – gerente, engenheiro de segurança, técnicos de segurança, estagiários, médicos do Trabalho, enfermeiros do Trabalho, técnicos de enfermagem, ergonomista, fonoaudióloga, analista e engenheiros ambientais -, Mergulhão desenvolveu alternativas simples e inteligentes para reduzir a necessidade de trabalhos em altura. Um exemplo foi a confecção de um cesto metálico para içamento de peças durante atividade de manutenção para troca de chaminés no telhado. Anteriormente, o trabalho era realizado por um funcionário, que precisava subir e descer da chaminé levando as peças.

CRIATIVIDADE
Para as atividades esporádicas, como troca de lâmpadas e manutenção dentro de escritórios, a companhia encontrou outra solução criativa. Como nesses locais não existem pontos de ancoragem, foi desenvolvida uma escada elétrica, que garante mais estabilidade aos serviços de manutenção. Os andaimes, usados apenas em situações que não comportam sustentação de piso para plataformas elevatórias, também foram alvo de manutenção preventiva.

“Hoje, para um funcionário realizar uma atividade em altura, precisa de muitas ações preventivas, pois existe risco de morte e acidentes graves. Também há barreiras no comportamento dos colaboradores, como baixa escolaridade e falta de maturidade quanto à gestão de riscos. Desenvolvemos soluções adaptadas para a empresa, pois não existe receita de bolo”, comentou o especialista em Segurança do Trabalho.

TREINAMENTO
Além do trabalho preventivo realizado em andaimes, plataformas de trabalho, transporte de carga, escadas, carregamento de caçambas, subida e descida de caminhão, a equipe da Hyundai reforçou a capacitação dos trabalhadores envolvidos, difundindo conhecimento técnico e mudanças no comportamento. Os conteúdos e práticas ministrados tomaram como base legislações a exemplo da NR 35, normas da ABNT e recomendações de agências internacionais como OSHA e ANSI.

O resultado desta aposta no conhecimento foram zero acidentes com trabalho em altura no último ano. De acordo com Mergulhão, essa marca é uma conquista de todos, mas não seria possível sem o envolvimento das lideranças da companhia no Brasil. “Nosso diferencial é que estamos de olho na legislação, informações e reportagens referentes a acidentes, portarias e normas novas. O tema gestão do trabalho em altura é recente, de 2012. Existiam outras normas que abordavam o trabalho em altura antes, como a NR 18 e a NR 34, mas a NR 35 melhorou muito essa situação de acidentes, promovendo mudanças em relação ao trabalho em altura”, citou o profissional, lembrando que a fábrica da Hyundai em Piracicaba foi inaugurada em 2012 e, portanto, as atividades desempenhadas no local sempre contaram com o respaldo da normatização do MTE sobre trabalho em altura.

Inspirado pelas boas práticas e reconhecimento alcançados em 2017, o time da empresa resolveu compartilhar suas ideias. “O interessante em nosso trabalho foi a ação que deu nome ao case: altura sem fronteiras. Não ficamos só dentro da Hyundai, fomos para outras empresas do segmento, parceiras nossas. Fomos até o Simespi (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas, Fundições e Similares de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras), e levamos a experiência bem-sucedida que implantamos na Hyundai. Acho isso muito positivo porque, às vezes, a ideia que achamos que era fácil para nós, pode não ser para os outros. Foi uma troca de ideias. Não que essas instituições não fizessem prevenção, mas ficaram com uma visão mais ampla do que pode ser feito com os funcionários e dentro da empresa, evitando quedas”, concluiu Mergulhão.

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