quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Prêmio Proteção Brasil 2018 – Cases Qualidade de Vida no Trabalho

ARCELORMITTAL MINERAÇÃO

Não ao álcool e outras drogas

Conscientizar e educar os empregados no sentido da prevenção do uso indevido e da posse de álcool e outras drogas de forma a desenvolver dentro da organização o conceito de corresponsabilidade com a Saúde e a Segurança no Trabalho. Esses foram os principais objetivos traçados e alcançados pelo `Mina Viva – Programa de Prevenção do Uso Indevido de Álcool e Outras Drogas’, implementado na unidade Mina de Serra Azul da ArcelorMittal Mineração Brasil. Tais ações resultaram na conquista do troféu Ouro na categoria Qualidade de Vida no Trabalho do Prêmio Proteção Brasil 2018.

O segundo lugar ficou com a Itaguaí Construções Navais e o `Programa Mergulhando na Saúde’. A iniciativa tem como metas criar hábitos saudáveis entre os empregados por meio de alimentação balanceada e incentivo à prática de atividade física diária.

Além de promover um ambiente mais seguro, o `Mina Viva – Programa de Prevenção do Uso Indevido de Álcool e Outras Drogas’ tem como metas a promoção e a preservação da saúde dos trabalhadores da ArcelorMittal Mineração Brasil, contribuindo para a melhoria das relações na empresa e no ambiente familiar e social. A iniciativa, em prática na Mina de Serra Azul (Itatiaiuçu/MG), conquistou o primeiro lugar na categoria Qualidade de Vida no Trabalho do Prêmio Proteção Brasil 2018. “A empresa entende que a melhoria da qualidade de vida dos seus empregados é a base de todas as suas práticas”, afirma o gerente de SST, o engenheiro de Segurança do Trabalho Juliano Dalla Rosa. Ele complementa que o Mina Viva é uma das estratégias de proteção, pois reconhece que empregados, no local de trabalho, sob influência de álcool ou de qualquer outra droga psicoativa, podem colocar em risco a segurança de todos.

Multinacional com sede em Luxemburgo, uma das líderes no mercado global de aço, a ArcelorMittal tem 29 unidades de negócios no Brasil, entre elas, a Mineração Serra Azul. Localizada a 65 quilômetros de Belo Horizonte, produz, principalmente, minério concentrado e granulado, e conta com 325 empregados próprios e 400 terceirizados. Conforme Juliano, entre as ferramentas de gestão ocupacional estratégica da empresa, uma das principais é a gestão de riscos, que atua com foco no reconhecimento dos perigos, na classificação dos riscos e na prevenção de acidentes. E para que os bons resultados na área de SST sejam mantidos, diversas ações são colocadas em prática com o objetivo de fazer com que a valorização da vida seja parte da cultura de todos. Uma delas é justamente o Mina Viva, iniciado em 2013 na unidade a partir da preocupação com os efeitos que o álcool e outras drogas podem causar à integridade física e psíquica dos trabalhadores e das pessoas que estão em torno, causando, inclusive, queda na produtividade, absenteísmo e falta de motivação no trabalho.

Segundo dados do BID (Banco Interamericano do Desenvolvimento), o Brasil perde por ano US$ 19 bilhões devido ao absenteísmo, acidentes e enfermidades causadas pelo uso do álcool e outras drogas. E números da OIT (Organização Internacional do Trabalho) indicam que de 20% a 25% dos acidentes de trabalho no mundo envolvem pessoas intoxicadas que machucam a si mesmas e a outros. “O uso de drogas lícitas e ilícitas traz riscos à vida das pessoas. Os acidentes de trabalho tornam-se mais prováveis, a produtividade do trabalhador diminui e o desempenho do funcionário tende a se tornar inconstante”, observa o engenheiro. Ele complementa que tudo isso põe em risco, não só a vida do profissional e de seus colegas, mas, também, o emprego dele. “As faltas, os atrasos, os acidentes e as indenizações prejudicam a sustentabilidade das empresas e aumentam os gastos com saúde e Previdência. O caminho é a prevenção”, ressalta.

CONSCIENTIZAÇÃO
Juliano relata que, para o desenvolvimento do Mina Viva, foi necessário conscientizar e educar os empregados para a prevenção do uso indevido e da posse de álcool e outras drogas de forma a desenvolver dentro da organização o conceito de corresponsabilidade com a Saúde e a Segurança no Trabalho. Essa conscientização foi feita por meio de campanhas de comunicação e sensibilização e da assinatura do termo de consentimento sobre o programa. Além disso, toda a equipe de saúde foi treinada para abordagem e condução adequada quanto aos procedimentos do programa, assim como os gerentes, supervisores e líderes foram capacitados quantos às condutas e responsabilidades. Também dentro do programa, são feitos testes toxicológicos periódicos – inicialmente por uma consultoria externa e, desde 2015, por profissionais internos de SST capacitados. “Esses testes são válidos como um instrumento de prevenção quando inseridos em um programa que objetive a recuperação do empregado e não a demissão”, enfatiza.

Conforme Juliano, com o aumento significativo da realização dos testes no decorrer dos anos, os resultados mostram que as informações repassadas durante a sensibilização dos empregados produziram efeitos para tornar o ambiente de trabalho mais seguro, reduzindo a possibilidade de adoecimentos e acidentes relacionados ao uso indevido de álcool e de outras drogas. Ele relata que, desde o início do programa até o momento (2013 a 2018), houve redução de 87% no número de testes positivos para o álcool e de 95% no número de testes reagentes para outras drogas. As ações também contribuíram para a redução do absenteísmo (passou de 2,18% para 0,92%), de atestados médicos (-88,4%) e dias perdidos (-81,5%) na unidade, além do aumento na segurança operacional das atividades. “Não foi registrado nenhum tipo de ocorrência (pessoal ou material) relacionada ao uso de álcool e outras drogas após a implementação do programa”, comemora.

ITAGUAÍ CONSTRUÇÕES NAVAIS

Hábitos saudáveis pela segurança

Melhoria da qualidade de vida dos funcionários, redução do absenteísmo e da sinistralidade nos planos de saúde e aumento da produtividade são resultados do `Mergulhando na Saúde’ da Itaguaí Construções Navais (Itaguaí/RJ). O programa, que tem como objetivo criar hábitos saudáveis por meio de alimentação balanceada e incentivo à prática de atividade física diária, conquistou o segundo lugar da categoria Qualidade de Vida no Trabalho do Prêmio Proteção Brasil 2018. “O desenvolvimento de ações associadas à qualidade de vida do trabalhador da ICN tem se tornado cada vez mais frequente no ambiente de trabalho, e a importância dessas ações tem aumentado a cada ano por causa dos benefícios que trazem à produtividade e, principalmente, à saúde humana”, ressalta o gerente de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), o engenheiro de Segurança do Trabalho Marcelo Montandon Marçal.

A ICN foi criada em 2009 para atender ao Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil), que, sob coordenação da Marinha, teve início no final de 2008, a partir de um acordo governamental entre Brasil e França. A iniciativa faz parte da Estratégia Nacional de Defesa, capacitando o país a produzir e operar submarinos convencionais e movidos à propulsão nuclear. O Prosub prevê a fabricação de cinco submarinos pela ICN, sendo quatro convencionais com propulsão diesel-elétrica e um com propulsão nuclear. Para as tarefas, a empresa conta com 2.250 empregados.

Marcelo relata que, após o início das operações da ICN em 2013 até o ano de 2016, o índice de absenteísmo manteve-se elevado devido à grande quantidade de atestados por atendimentos externos cujas causas estavam relacionadas a doenças odontológicas, endocrinológicas, cardiovasculares, osteomusculares, entre outras. Devido à distância da empresa aos centros médicos especializados, situações de simples solução, em função do tempo, levavam o integrante a se ausentar o dia todo do trabalho. No mesmo período, foi observado um número elevado de atendimentos de saúde no ambulatório médico da ICN, representando alto nível de presenteísmo, além de ocorrências de acidentes de trabalho.

Também foi possível observar um crescente número de integrantes sendo continuamente impedidos de executarem trabalhos de risco (em altura, espaço confinado e a bordo) por causa de alterações clínicas por obesidade, doenças osteomusculares, dislipidemias graves, hipertensão arterial e diabetes descompensadas. “O elevado ausentismo não relacionado ao trabalho impactava diretamente a gestão de Saúde Ocupacional. Viu-se, então, a necessidade de um programa que transmitisse conhecimento, motivação e informação para seus integrantes, a fim de que modificassem seus hábitos deletérios e melhorassem sua qualidade de vida”, ressalta.

AÇÕES
O primeiro passo foi desenvolver um diagnóstico, que se baseou em 12 pilares da prevenção: controle de obesidade; estímulo à atividade física; alimentação saudável; saúde mental; prevenção das doenças crônicas; qualidade do sono; planejamento familiar; satisfação no trabalho; saúde da gestante; saúde financeira; saúde bucal; prevenção do alcoolismo e do uso de outras drogas. Considerando-se o perfil dos funcionários da ICN – monitoramento apontou portadores de doenças cardiovasculares (26%), obesos (22%), dislipidêmicos (15,2%), hipertensos (11,9%) e diabéticos (4,4%) – dividiu-se o programa em quatro módulos: campanhas de sensibilização, acompanhamento nutricional, exercícios físicos e alimentação saudável.

Em seguida, iniciou-se a implementação do programa a partir de um encontro com todos os funcionários e a direção da empresa para ressaltar a necessidade da participação de todos no processo. Por sua vez, as campanhas de sensibilização incluíram palestras para informar e atualizar sobre os benefícios dos hábitos saudáveis. Entre os temas abordados para promover a mudança do estilo de vida dos trabalhadores, constaram educação nutricional, prática regular de atividades físicas e gerenciamento do estresse. Já o canal de comunicação Radar da Saúde foi criado para manter os empregados em contato direto com a equipe de saúde. E o concurso Momento Saudável foi realizado para envolvê-los em práticas saudáveis no dia a dia também fora do trabalho.

Com base nos resultados das avaliações médicas, dos exames laboratoriais e da avaliação física através da bioimpedância, foram traçados objetivos envolvendo um plano de reeducação alimentar orientado por nutricionista. Também foi disponibilizado a todos os integrantes um balcão de dieta no refeitório que se mantém adequado para promover a cada dia a reeducação alimentar. E na Feira ICN, que ocorre em quintas-feiras, é possível adquirir alimentos saudáveis diretamente de produtores locais. Ainda dentro das ações desenvolvidas no programa, há o atendimento odontológico nas dependências da empresa, onde mais de 2 mil atendimentos já foram feitos. A prática de atividades físicas e de ginástica laboral também passou a fazer parte do cotidiano dos trabalhadores. Conforme Marcelo, todas as ações desenvolvidas vêm obtendo resultados satisfatórios. “A queda do absenteísmo teve início no final de 2016 com as primeiras ações do programa”, comemora.

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