PGR é mesmo uma novidade? Parte – VII

Professor, já quero começar a trabalhar. Tem mais alguma coisa importante sobre esta gestão do setor de Segurança do Trabalho que o PGR possa auxiliar?

– Sim, meu filho. Acho importante a questão dos procedimentos, dentre os que devem ser realmente gerados estarão aqueles relacionados às atividades mais perigosas da empresa, para que todos tenham conhecimento e saibam como agir na rotina e nas situações de emergências.

– Em relação às emergências precisamos de um procedimento específico que faça a identificação das potenciais situações de alto risco e a forma como serão tratadas.

– Outro procedimento que não pode ser esquecido é sobre a forma como iremos investigar os incidentes, além de estabelecer as ações corretivas e preventivas para as ocorrências identificadas.

– Você pode estar estranhando eu ter indicado a necessidade um procedimento para análise de incidente ao invés de um procedimento para análise de acidentes.

– Faço isso por concordar com a ideia da OHSAS 18001/07 que considera um acidente como sendo um incidente que levou a um dano, doença ou fatalidade.

– Por isso acredito ser interessante fazermos um procedimento abrangente para analisar os incidentes e consequentemente os acidentes também seriam analisados.

– Mas não podemos apenas esperar que tudo esteja andando corretamente só porque implantamos alguns procedimentos e treinamos os funcionários, talvez ainda assim nosso desempenho não esteja sendo satisfatório.

– Para conseguirmos visualizar esta situação precisamos estabelecer indicadores que consigam demonstrar o desempenho do sistema de gestão de saúde e segurança.

– Cada empresa estabelecerá os indicadores que melhor representem a condição do seu sistema de gestão em SST.

Já estou cansado só de pensar no trabalho, professor!

– Sim, mas me deixa acabar. Mais uma etapa do nosso sistema de gestão seria o de programar a periodicidade das auditorias internas com intuito de avaliar o grau de atendimento aos requisitos que a empresa se comprometeu a seguir e indicar necessárias ações corretivas.

– Com base no planejamento, auditorias internas, indicadores de desempenho e todas as demais ações identificadas como necessárias para “rodar” o sistema, a direção deverá analisar criticamente o sistema de gestão para propor as mudanças necessárias para a melhoria contínua, além de poder restringir algumas ações planejadas em função dos objetivos traçados pela empresa.

Valeu, professor! Vou arregaçar as mangas e começar a trabalhar.


O blog Segurito na Proteção trata de questões relacionadas à SST. É editado pelo professor Mário Sobral Jr, que é Mestre, engenheiro de Segurança do Trabalho, especialização em Higiene Ocupacional e Ergonomia e Editor do Jornal Segurito.
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