PGR é mesmo uma novidade? Parte – II

– Meu filho, estávamos falando sobre PGR e eu ia explicar melhor o que significa ter um sistema de gestão.

– Professor, o senhor está com problema de DNA mesmo. O senhor explicou isso no último artigo.

– Verdade? Nem lembrava. Mas fiquei curioso, o que é DNA?

– Data de Nascimento Antiga.

– Olha o respeito, menino!

– Pois fique sabendo que tudo foi exatamente calculado, comentei novamente para aqueles que não leram voltarem no texto anterior, mas lembrei que paramos quando eu ia dizer o primeiro passo para implantar um sistema de gestão de SST.

Exatamente, professor!

– Sem dúvida seria fazer o diagnóstico da nossa atual situação, portanto precisamos levantar e avaliar todos os itens relacionados a SST para conseguir visualizar o tamanho do nosso futuro trabalho. Para isso não podemos pensar em começar a organizar a gestão de SST sem que a empresa conheça seus perigos.

– Boa parte destes perigos estão listados na legislação vigente relacionada à Saúde e Segurança do Trabalho. Mas não pense que irá bastar passar a entrar diariamente no site da Escola nacional da Inspeção do Trabalho – ENIT. Pois além da legislação trabalhista, temos a previdenciária, legislações municipais, estaduais e tudo mais que estiver relacionado com a atividade da nossa empresa, com frequentes alterações.

– No entanto, mesmo se seguirmos toda a legislação, ainda que seja um grande passo, não podemos considerar que estaremos totalmente seguros.

– Será preciso subir mais um degrau para deixar nosso sistema mais robusto e identificar nossos perigos, além dos apresentados na legislação.

O que mais é preciso?

– Além da legislação, teremos que identificar os perigos das atividades que são realizadas de forma rotineira, mas também as não rotineiras como por exemplo os diversos serviços de manutenção.

– Não esquecendo que não podemos deixar de avaliar os perigos para os terceiros e para os visitantes.

– Resumindo, vamos tentar identificar tudo que pode vir a ser um impacto para a saúde e segurança dos trabalhadores ou demais envolvidos com a empresa.

– Para conseguir esta abrangência devemos buscar o envolvimento dos trabalhadores na identificação destes perigos, na avaliação dos riscos e na determinação dos controles, além dos demais assuntos que afetem a SST.

– É claro que os perigos sempre estarão em mudança precisando de uma contínua atualização.

– Com a maior parte dos perigos identificados, teremos que priorizar por onde começaremos a realizar os devidos controles (manutenções, avaliações ambientais, elaboração de procedimentos, fornecimento de EPIs etc). Continua…


O blog Segurito na Proteção trata de questões relacionadas à SST. É editado pelo professor Mário Sobral Jr, que é Mestre, engenheiro de Segurança do Trabalho, especialização em Higiene Ocupacional e Ergonomia e Editor do Jornal Segurito.
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