quarta-feira, 29 de junho de 2022

Restrição do uso de produtos químicos protege europeus de doenças graves

A Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA) estima que a restrição da produção e uso de produtos químicos perigosos – notadamente os classificados como carcinogênicos, mutagênicos, tóxicos a reprodução, sensibilizantes respiratórios, disruptores endócrinos e tóxicos ao meio ambiente -, resulte na economia de 2,1 bilhões de Euros com gastos em saúde e custos previdenciários em países europeus, nas próximas décadas.

O estudo Costs and benefits of REACH restrictions destaca que, entre os beneficios, estão a redução do risco de câncer, asma ocupacional, doenças respiratórias e de pele, dentre outras doenças graves e/ou crônicas, pela população em geral e trabalhadores.

Uma vez que todas as restrições incluídas no estudo entrem em vigor, pelo menos 7 milhões de cidadãos da União Europeia estarão menos expostos à produtos químicos perigosos no trabalho e na vida cotidiana. Por exemplo, o estudo refere que hoje há 5 milhões de pessoas com problemas de sensibilização respiratória e a pele pelo uso de produtos químicos nocivos em artigos têxteis e de couro acabados.

A implementação da restrição preconizada no estudo impactará também em prevenir que mais de 95.000 toneladas de produtos químicos perigosos sejam liberadas anualmente para o meio ambiente. Por exemplo, a restrição proposta impediria que 500.000 toneladas de microplásticos fossem liberadas para o meio ambiente nos próximos 20 anos.

As restrições estão definidas na legislação denominada Registration, Evaluation, Authorisation and Restriction of Chemicals (REACH), para a proteção da saúde humana e do meio ambiente da população dos países do bloco.

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Conexão Global em SST trata de aspectos gerais relacionados à SST no cenário internacional. O autor Roque Puiatti é Engenheiro de Segurança do Trabalho, Mestre em Segurança de Processos e Prevenção de Perdas, Auditor Fiscal do Trabalho (SRT-RS entre 1983-2017), Coordenador de revisão da NR 13, NR 20 e NR 26, representante Brasileiro em reuniões na OIT e na ONU (1991-2017), Professor Universitário em cursos de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, coautor de diversas publicações em SST, Colunista da Revista Proteção, Consultor em Gestão/Auditoria de SST e em Segurança Operacional.
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