Ainda sobre o TLV-TWA

– Professor, no nosso último encontro o senhor apresentou um cálculo para o TLV-TWA no caso de termos realizado uma exposição durante as 8 horas de trabalho, porém, lá na empresa, tenho diversas atividades em que o trabalhador fica exposto apenas parte do expediente. Nesse caso, como devo fazer o cálculo?

– Primeiro, bom dia né, meu filho? Já chega perguntando!!!

– Desculpa, professor, mas ultimamente o senhor não tem tido muito tempo e resolvi já ir direto ao ponto.

– Ok, nem vou reclamar, porque é verdade. Mas vamos à sua questão, se o trabalhador não ficar exposto ao agente químico durante as 8 horas do expediente, devemos tomar cuidado, pois, a princípio, poderia se pensar em coletar um período menor da jornada. Por exemplo, se o trabalhador não fica exposto nas três primeiras horas de expediente é comum vermos coletas de período menor que 8 horas, neste nosso exemplo apenas 5 horas. O argumento utilizado é de que o trabalhador não tem exposição e por isso não precisa amostrar. Mas para fazer isso deve-se considerar o período não amostrado como zero, caso contrário, afirmaremos que esse tempo não amostrado tem concentração igual ao amostrado. Pois lembre-se que nós estamos calculando a média do dia.

– Se ficou com um pouco com dúvida, acho que ficará fácil com o exemplo abaixo:

– Caso tenhamos feito a avaliação das primeiras 3 horas com resultado de 300 ppm e 2 horas com resultado de 290 ppm nosso cálculo seria o seguinte, caso considerássemos apenas a média deste período avaliado:

– O que está errado neste raciocínio?

– Neste caso estamos considerando que as duas horas restantes teriam esta mesma média e na verdade sabemos que no nosso exemplo o trabalhador não fica exposto ao agente durante duas horas, ou seja, o cálculo deveria ser o seguinte:

– Neste segundo cálculo estamos corretamente considerando três horas com exposição igual a zero.

– Entendi, professor. Acho que vou ter de rever algumas avaliações, mas obrigado!


O blog Segurito na Proteção trata de questões relacionadas à SST. É editado pelo professor Mário Sobral Jr, que é Mestre, engenheiro de Segurança do Trabalho, especialização em Higiene Ocupacional e Ergonomia e Editor do Jornal Segurito.
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